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    O que são Betagonistas

    O que são betagonistas

    Os betagonistas são fármacos utilizados em medicina humana e em medicina veterinária.

    Na medicina humana são usados como broncodilatadores para o tratamento de ataques de asma de grau ligeiro a moderado e em alguns casos de bronquite crónica e enfisema.
    Na medicina veterinária são usados em equídeos e em animais de companhia para tratamento de problemas respiratórios.

    O Clembuterol, o mais divulgado dos Beta-agonistas, é um fármaco do Grupo das substâncias ß-agonistas, com efeito simpaticomimético, ou seja, de diminuição das contracções da musculatura lisa, nomeadamente a nível dos músculos do útero e dos brônquios.

    No entanto, este grupo de substâncias quando utilizados em doses no mínimo cinco vezes superiores à dose terapêutica têm um efeito anabolizante no metabolismo proteico, com substancial aumento da massa muscular, bem como uma ação lipolítica com importante decréscimo da gordura corporal.

    O que são betagonistas?

    Por este motivo o Clembuterol é muitas vezes utilizado pelos detentores de animais de exploração como “promotores de crescimento”, uma vez que aumentam o rendimento das carcaças no mais curto espaço de tempo. O uso destes fármacos pelos produtores de gado permite a obtenção de mais carne magra em menos tempo.

    Porém, resíduos1 deste B2-agonista seletivo vão surgir nos tecidos animais edíveis. Este composto e seus resíduos são estáveis a temperaturas elevadas, permanecem ativos durante longos períodos e, uma vez que após a ingestão têm uma ação toxicológica potente, representam um risco genuíno para os consumidores, pelo que se encontra proibida a autorização de introdução e colocação no mercado, a detenção ou a posse e a administração destas substâncias com a finalidade de estimular o crescimento e produtividade em animais de exploração.

    Deste modo, nos bovinos, os medicamentos que contêm na sua composição substâncias ß – agonistas, como é o Clembuterol, só podem ser utilizadas para fins de tratamento terapêutico numa única situação - indução da tocólise2  em vacas parturientes e, desde que o mesmo seja efetuado por um médico veterinário, a titulo individual e sob forma de injeção.

    O registo desta administração deve ser sempre efetuado pelo médico veterinário assistente no livro de registo de medicamentos, que todos os detentores de animais de exploração têm a obrigatoriedade de possuir.

    No entanto, mesmo esta exceção legal é proibida sempre que a administração ocorra em animais de engorda, ou seja, animais cuja carne se destina ao consumo humano.

    Estudos em vitelos demonstram que o clembuterol se concentra nos músculos (carne), fígado, pulmões e rins. Os efeitos tóxicos do consumo de animais “tratados” com estas substâncias podem incluir tremor muscular (principalmente das mãos), nervosismo, palpitações, cefaleias, taquicardia e arritmias, náuseas e vómito. Têm sido descritas reações de hipersensibilidade incluindo broncospasmos paradoxal, urticária e angiodema. Situações de hipocaliemia podem estar associadas à utilização de doses elevadas de Beta-agonistas. Em doentes com um quadro pré-existente de doenças cardiovasculares e hipoxia, o clembuterol pode provavelmente provocar lesões cardíacas sérias.

     


    Acresce ainda, a todas estas situações, o tempo de exposição do consumidor ao mesmo resíduo, uma vez que a ingestão regular de pequenas quantidades da mesma substância pode conduzir a manifestações tóxicas a longo prazo, por exemplo do tipo canceroso.

    Nos animais os efeitos tóxicos dos ß-agonistas são reflexos de respostas farmacológicas exageradas, devido à administração de doses elevadas, e manifestam-se com alteração das membranas celulares, levando a situações de arteriosclerose, trombos e enfartes.

    Por outro lado, o aumento desproporcional da massa muscular no animal é responsável pela alteração dos aprumos dos membros posteriores, causadores de numerosos problemas articulares, como artrites e artroses.


    _______________________________

    1 Substâncias farmacologicamente ativas, sejam elas princípios ativos, excipientes ou produtos de decomposição e respetivos metabolitos, que permanecem nos géneros alimentícios provenientes dos animais a que tenham sido administrados os medicamentos veterinários em causa.

    2 Diminuição das contrações uterinas em partos prematuros.

     

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