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    Corantes


    E 100 - Curcumina (C. I. 75 300); corante fenólico amarelo-alaranjado, de natureza fenilpropanóidica, extraído da raiz de Curcuma (Curcuma domestica; Zingiberaceae); não lhe são conhecidos efeitos adversos, reconhecendo-se-lhe mesmo propriedades medicinais (anti-inflamatórias e antioxidantes), podendo inclusive contribuir para reduzir o nível de colesterol e controlar o teor de açúcar no sangue.
    E 101 - Riboflavina (e riboflavina-5-fosfato); corante amarelo-alaranjado, que é a vitamina B2, naturalmente presente em muitos alimentos; é obtida a partir da levedura de cerveja ou, mais usualmente, por processos
    sintéticos; não apresenta efeitos tóxicos dado que o organismo excreta na urina o excesso para além das suas exigências diárias.
    E 102 - Tartarazina (C. I. 19 140); corante amarelo de natureza azóica, obtido por síntese, afim das anilinas; certas pessoas particularmente sensíveis, nomeadamente as asmáticas e as intolerantes à aspirina, são afectadas pelos corantes azóicos, apresentando manifestações de urticária, rinites, alterações da visão e problemas respiratórios; outro grupo susceptível a estes corantes é o das crianças com a síndroma de hiperactividade, que sofrem frequentemente de eczemas e asma.
    E 104 - Amarelo de quinoleína (C. I. 47 005); corante amarelo-baço a amarelo-esverdeado do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos, capaz de produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 110  - Amarelo-sol FCF (C. I. 15 985) ou amarelo alaranjado S; corante amarelo azóico, obtido por síntese; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 120 - Cochonilha, ácido carmínico e carminas
    (C. I. 75 470); corante vermelho que é um glicósido fenólico presente nos ovos e tecidos gordos da fêmea de uma cochonilha (Dactilopius coccus ou Coccus cacto) que vive em cactos do género Opuntia, na América Central e nas Ilhas Canárias; o corpo seco da cochonilha contém c. 10% do princípio corante, o ácido carmínico; as carminas são os complexos insolúveis do ácido com metais alcalino-terrosos e metais pesados (p. ex., zinco); pode induzir reacções alérgicas em pessoas sensíveis.
    E 122 - Azorubina ou carmosina (C. I. 14 720); corante vermelho de natureza azóica, produzido por síntese, pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 123 - Amarante (C. I. 16 185); corante vermelho de natureza azóica, produzido por síntese; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 124 - Ponceau 4 R (C. I. 16 255) ou vermelho cochonilha A; corante vermelho de natureza azóica, produzido por síntese; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 127 - Eritrosina (C. I. 45 430); corante vermelho do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos; pode produzir fototoxicidade (sensibilidade à luz) e reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 128 - Vermelho2  G (C. I. 18 050); corante vermelho de natureza azóica, produzido por síntese; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 129 - Vermelho allura AC (C. I. 16 035); corante vermelho de síntese.
    E 131 - Azul patenteado V (C. I. 42 051); corante azul-
    -violeta escuro do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 132 - Indigotina ou carmim de indigo (C. I. 73 015); corante azul do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos; pode produzir reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102; tem tido utilização clínica para verificar o normal funcionamento dos rins, pois que, ao ser injectado nas veias ou no músculo, a urina deve ficar azul.
    E 133 - Azul-brilhante FCF (C. I. 42 090); corante azul do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos; em mistura com a tartarazina (E 102) produz tonalidades de verde; pode originar reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 140 - Clorofilas (C. I. 75 810) e compostos derivados, clorofilinas (C. I. 75 815); pigmentos das folhas das plantas, utilizados como corantes verdes; não se têm verificado efeitos adversos, embora não se use a clorofila pura mas preparações que contêm outros pigmentos, compostos lipídicos e sais (conhecidas por «clorofila técnica»); as plantas mais utilizadas para obter estas preparações são as urtigas, as gramíneas e a luzerna.
    E 141 - Complexos cúpricos das clorofilas e de compostos derivados (C. I. 75 815) que constituem corantes de cor verde-azeitona; o átomo de magnésio da molécula de clorofila foi substituído pelo cobre, não se sabendo se há efeitos adversos.
    E 142 - Verde S (C. I. 44 090); corante verde do tipo «alcatrão de carvão», obtido por processos sintéticos; pode provocar reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102.
    E 150a - Caramelo simples; corante castanho que se afasta já bastante do produto açucarado e aromatizado obtido pelo aquecimento dos açúcares; a inocuidade do caramelo é questionada de longa data, mais devendo ser os caramelos industriais; outras variantes de caramelo têm vindo a ser eliminadas, aceitando-se apenas mais as três que a seguir se referem.
    E 150b - Caramelo sulfítico cáustico.
    E 150c - Caramelo de amónia; note-se que se verificou em ratos que o caramelo produzido com amónia induz a deficiência de vitamina B6 nesses animais.
    E 150d - Caramelo sulfítico de amónia.
    E 151 - Negro brilhante BN ou negro PN (C. I. 28 440); corante preto de natureza azóica, produzido por síntese; pode provocar reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102; em porcos a que se forneceu o corante foram detectados quistos intestinais.
    E 153 - Carvão vegetal; produto natural resultante da queima de materiais vegetais e usado como corante preto; provavelmente não trará riscos à saúde se a manufactura for adequada, com bastante oxigénio para a combustão, mas nos EUA foi banido por se admitir que possa provocar o cancro.
    E 154 - Castanho FK; corante castanho de natureza azóica, obtido por síntese, pode provocar reacções alérgicas semelhantes às referidas para o E 102; experiências com bactérias indicam que possui propriedades mutagénicas.
    E 155 - Castanho HT (C. I. 20 285); corante castanho de natureza azóica, obtido por síntese; pode provocar reacções semelhantes às referidas para o E 102.
    E 160a - Carotenos mistos (C. I. 75 130) e beta-caroteno (C. I. 40 800); pigmentos amarelo-alaranjados das plantas, presentes nas folhas em associação com as clorofilas e outros pigmentos, e ainda em cenouras, tomates, alperces, laranjas, frutos de roseira e muitos outros órgãos vegetais; não têm efeitos adversos, sendo transformados em vitamina  A no organismo humano; admite-se mesmo que tenham funções protectoras do organismo.
    E 160b - Anato, bixina, e norbixina (C. I. 75 120); pigmentos amarelos a alaranjados de natureza carotenóide, presentes nas sementes e frutos do anate (Bixa orellana; Bixaceae), não têm efeitos adversos.
    E 160c - Extracto de pimentão, capsantina e capsorubina; pigmentos laranja-avermelhados de natureza carotenóide presentes nos pimentos vermelhos (Capsicum annuum; Solanaceae) e em frutos, flores e outros órgãos de várias plantas; não têm efeitos adversos.
    E 160d - Licopeno; pigmento vermelho de natureza carotenóide presente nos tomates (Lycopersicon esculentum; Solanaceae) e em muitos outros órgãos vegetais (diospiros, laranjas, cenouras, frutos de roseira, etc.); não tem efeitos adversos.
    E 160e - Beta-apo-8-carotenal (C 30) (C. I. 40 820); pigmento laranja a vermelho-amarelado que é um derivado de carotenóides de plantas; não se conhecem efeitos adversos.
    E 160f - Éster etílico do ácido beta-apo-8-caroténico (C30) (C. I. 40 825); pigmento amarelo a alaranjado que é um derivado de carotenóides de plantas; não se conhecem efeitos adversos.
    E 161b - Luteína; pigmento amarelo a avermelhado é a xantofila (álcool carotenóide) de maior distribuição nas plantas, não só presente nas folhas verdes de todas as plantas, como em algas verdes (Chlorophyta) e vermelhas (Rhodophyta) e em muitos frutos e pétalas de flores; não tem efeitos adversos.
    E 161g - Cantaxantina; pigmento alaranjado de natureza carotenóide presente em cogumelos comestíveis (p. ex., Cantharellus cinnabarinus; Agaricaceae), cianobactérias e outros microrganismos, é também responsável pela coloração das penas dos flamingos; não tem efeitos adversos, sendo mesmo usada em altas doses em cápsulas «bronzeadoras» que quando ingeridas conferem um tom alaranjado à pele.
    E 162 - Vermelho de beterraba ou betanina; pigmento vermelho-púrpura com características de alcalóide, com algumas analogias estruturais com as antocianinas
    (E 163), mas que não deve ser com elas confundida; encontra-se na raiz da beterraba de mesa (Beta vulgaris; Chenopodiaceae) não sendo tóxica para o ser humano, embora se tenha verificado em Inglaterra que c. 15% da população não metaboliza adequadamente
    o pigmento, sofrendo de um desequilíbrio alimentar conhecido por «betúria».
    E 163 - Antocianinas; pigmentos fenólicos das plantas, responsáveis pelas colorações vermelhas, azul ou violeta de muitas flores, frutos e folhas; as suas tonalidades variam com o pH do meio e com a presença de componentes diversos como, p. ex., os sais metálicos; não têm efeitos adversos, admitindo-se, mesmo, exercerem uma certa acção protectora sobre o organismo.
    E 170 - Carbonato de cálcio (C. I. 77 220), ou calcário; é usado como corante branco na superfície de certos alimentos e, eventualmente, como suplemento de cálcio, excipiente ou para dar firmeza; não tem efeitos adversos.
    E 171 - Dióxido de titânio (C. I. 77 891); corante branco utilizado para cobrir a superfície de alimentos, preparado a partir do mineral ilmenite; não tem efeitos adversos.
    E 172 - Óxidos e hidróxidos de ferro, utilizados como corantes vermelho (C. I. 77 491), amarelo-acastanhado (C. I. 77 492) e castanho (C. I. 77 499); não se conhecem efeitos adversos, embora alguns dietistas considerem como tendo efeitos desfavoráveis o consumo elevado de alimentos a que se adiciona ferro (p. ex., flocos de cereais e outros produtos de farinhas integrais).
    E 173 - Alumínio; corante metálico para a superfície de alimentos, obtido do mineral bauxite; é parcialmente absorvido nos intestinos, mas facilmente eliminado pelos rins, quando saudáveis; muitos dietistas consideram prejudicial o consumo excessivo de alumínio, resultante dos próprios utensílios de culinária, de pastilhas antiácido e outras, por admitirem que conduz ao envelhecimento celular, nomeadamente das células nervosas.
    E 174 - Prata; corante metálico para a superfície de alimentos; os sais de prata são tóxicos para as bactérias e outras formas simples de seres vivos; o consumo prolongado pelo ser humano pode originar argíria, uma coloração cinzenta-azulada da pele, que não é perigosa.
    E 175 - Ouro; corante metálico para a superfície de alimentos; é quimicamente muito inerte e, portanto, sem perigo para a saúde.
    E 180 - Litol-rubina BK; corante vermelho de natureza azóica, obtido por síntese; em geral sem efeitos adversos, pois é essencialmente utilizado para dar a cor vermelha externa aos queijos do tipo flamengo.
    Conservantes.

     

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