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    Ascaris

    Ascaris  lumbricoides 

    Ascaris lumbricoides , nome científico dos parasitas vulgarmente designados por lombrigas, é o agente responsável pela ascaridiose. São Nematelimintas (vermes de corpo cilíndrico) do grupo dos Nemátodes (corpo não segmentado).

    A infecção, décima sétima causa mundial de  morte, existe em todo o mundo sendo, no entanto, mais frequente em zonas quentes  com condições sanitárias deficientes.

    Características de Ascaris  lumbricoides  

    No estado adulto, A. lumbricoides aloja-se no intestino delgado do hospedeiro. O macho e a fêmea apresentam 2,5 a 5 mm de diâmetro e 15 a 25 cm e 20 a 40 cm de comprimento, respectivamente. Cada parasita fêmea pode produzir cerca de 200000 ovos por dia, que são eliminados pelas fezes do hospedeiro.

    Transmissão de Ascaris  lumbricoides  

    Uma vez fecundadas, as fêmeas produzem ovos que são libertados no ambiente juntamente com as fezes. No ambiente ocorre a maturação das larvas, no interior do ovo. Ao fim de três semanas o ovo passa a ter capacidade infecciosa. Estes ovos vão contaminar os frutos e os vegetais bem como as mãos de quem os manuseia. Estes manipuladores infectados podem também contaminar uma grande variedade de alimentos.

    Os ovos são muito resistentes às diferentes condições climáticas e mantêm a sua capacidade infecciosa durante meses.

    As larvas maduras, resultantes da ingestão dos ovos, migram pela parede do intestino delgado e são transportadas pelos vasos linfáticos e pela corrente sanguínea para os pulmões passando depois para os alvéolos. Sobem pelas vias respiratórias e são engolidas chegando novamente ao intestino delgado onde amadurecem e permanecem na forma adulta.

    Alimentos em que a  presença de Ascaris lumbricoides é mais frequente         

    Os frutos e os vegetais, em particular os que são consumidos com casca, têm sido implicados em vários casos e surtos.

    Principais sintomas de infecção por Ascaris  lumbricoides     

    As infecções podem ser assintomáticas. Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, respiração ofegante, astenia, prurido e rinite nasal, emagrecimento, dor e aumento do volume abdominal. Uma infecção grave pode causar obstrução intestinal. As formas adultas obstruem por vezes o apêndice, o tracto biliar ou o canal pancreático. 

    Grupos de risco 

    As crianças são as mais atingidas e apresentam as repercussões clínicas mais significativas da parasitose.

    Prevenção da contaminação  

    Para a prevenção da infecção contribuem a implementação de redes de saneamento básico, as práticas de higiene pessoal adequadas, e a preparação correcta de alimentos, por exemplo, a lavagem e a desinfecção de vegetais e de frutos consumidos crus (no caso dos frutos é recomendável que sejam descascados) e o processamento térmico adequado.

    O uso sistemático de fármacos anti-helmínticos é altamente eficaz no tratamento das infecções sendo, contudo, obrigatória a associação de medidas de higiene individual, do agregado familiar e da própria comunidade, nas zonas endémicas, capazes de quebrar o ciclo de auto-infecção.


    Bibliografia

    CFSAN Bad Bug Book    (http://www.cfsan.fda.gov/~mow/chap30.html)

    Campos MR, Valencia LIO, Fortes BPMD, RCC Braga,  Medronho RA (2002) Distribuição espacial da infecção por Ascaris lumbricoides. Revista de Saúde Pública 36:69-74.

    Tavira LT  (2002) Parasitologia in Microbiologia, vol 3. Ferreira WFC e Sousa JCf (eds) pp 435-438. Lidel, Lisboa.


    Escola Superior de Biotecnologia
    Universidade Católica Portuguesa 

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