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    Cryptosporidium

    Cryptosporidium

    Cryptosporidium é um dos protozoários intestinais mais comum que parasita hospedeiros humanos e animais. É um agente causador de diarreia e um contaminante ubiquitário da água, veículo excelente de transmissão. Cryptosporidium emergiu nos anos oitenta, particularmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, como um problema nas águas e, desde então, vários países têm descrito surtos de criptosporidiose.

    Em 1993, este protozoário foi provavelmente responsável pelo maior surto de distúrbios gastrointestinais registado num país desenvolvido; cerca de 403000 casos associados à ingestão de água contaminada foram registados em Milwaukee, nos EUA. 

    Características de Cryptosporidium

    Cryptosporidium é um protozoário que pertence ao filo Apicomplexa. Apresenta um ciclo de vida complexo, incluindo fases de reprodução sexuada e assexuada, que termina com a excreção de oocistos nas fezes do hospedeiro. Estes oocistos apresentam formas arredondadas, medem cerca de 4-6 micrómetro de diâmetro e têm capacidade infecciosa. Não possui organelos especiais de locomoção. Existem várias espécies de Cryptosporidium que podem infectar humanos nomeadamente C. parvum, C. hominis, C. meleagridis, C. felis, C. canis, e C. muris. A maioria das infecções em humanos são da responsabilidade de C. parvum e de. C. hominis sendo as outras espécies encontradas predominantemente em outros hospedeiros.

    Transmissão de Cryptosporidium

    A transmissão da infecção ocorre por via fecal-oral, por ingestão de alimentos ou de água contaminados por oocistos, pelo contacto entre pessoas ou entre animais e pessoas. Os oocistos contêm quatro esporozoítos que são libertados no intestino delgado e aderem ao epitélio dando início à infecção. A dose infecciosa é baixa; cerca de dez oocistos são suficientes para causar infecção.

    Alimentos em que a presença de Cryptosporidium é mais frequente

    Cryptosporidium não se multiplica em alimentos mas sobrevive durante longos períodos em ambientes com elevado teor de humidade e frios. É eliminado por pasteurização. Os principais surtos de criptosporidiose têm sido causados pela ingestão de água contaminada ou de alimentos consumidos sem qualquer tratamento, por exemplo sumo de maçã não pasteurizado, saladas de vegetais e saladas de fruta. Vários surtos têm ainda sido atribuídos à utilização de piscinas públicas.

    Principais sintomas de infecção por Cryptosporidium

    Os sintomas surgem entre 2 e 10 dias após o consumo do alimento contaminado.

    Os mais comuns incluem diarreia aquosa, dores abdominais, vómitos e febre ligeira. Os sintomas persistem normalmente por uma a duas semanas podendo a hospitalização ser necessária. Em indivíduos com o sistema imunológico intacto, especialmente em crianças, a recuperação é em regra fácil. Em imunodeprimidos, a infecção pode ser muito grave e persistente, com invasão de outros sistemas de órgãos incluindo os pulmões e a vesícula biliar. Não existe nenhum tratamento considerado eficaz para eliminar a infecção.

    Grupos de risco

    Cryptosporidium pode infectar todas as pessoas embora os sintomas sejam mais severos em crianças, grávidas e imunodeprimidos. Em indivíduos infectados por HIV, a criptosporidiose pode ser fatal.

    Prevenção da contaminação

    Para o seu controlo na cadeia alimentar é necessário garantir práticas de higiene rigorosas na manipulação de alimentos, minimizar a disseminação de oocistos ao nível da produção primária e no tratamento dos resíduos humanos e incluir Cryptosporidium como um perigo potencial nos planos de HACCP dos sistemas de tratamento de águas, das indústrias que utilizam frutos e vegetais frescos e em todas as operações em que os ingredientes ou a água em contacto com o produto final possam estar contaminados, uma vez que Cryptosporidium é particularmente resistente aos agentes antimicrobianos baseados em cloro activo utilizados na desinfecção das saladas, etc.

    Bibliografia

    CFSAN Bad Bug Book (http://www.cfsan.fda.gov/~mow/chap24.html)

    Dawson D (2005) Foodborne protozoan parasites. International Journal of Food Microbiology 103: 207-227.

    Delgado E, Fonseca IP, Fazendeiro MI, Matos O, Antunes F, Da Cunha MB (2003) Estudo preliminary da criptosporidiose nos ruminantes silváticos do Jardim Zoológico de Lisboa. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias 98: 39-42.

    Mackenzie WR, Hoxie NJ, Proctor ME, Gradus MS, Blair KR, Rose JB, Davies JP (1994) A massive outbreak in Milwaukee of Cryptosporidium infection transmitted through the public water supply. New England Journal of Medicine 3: 161-167.

    Thompson RC, Olson ME, Zhu G, Enomoto S, Abrahamsen MS, Hijjawi NS (2005) Cryptosporidium and cryptosporidiosis. Advanced Parasitology 59: 77-158.

    Escola Superior de Biotecnologia
    Universidade Católica Portuguesa

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