
A EFSA avalia a segurança dos ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) concluiu que a suplementação de 5g e ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa não constitui um problema de segurança alimentar em adultos. Este parecer científico foi emitido pelo Painel dos produtos dietéticos, nutrição e alergias (NDA) na sequência da revisão de dados sobre os possíveis efeitos adversos para a saúde causados pela ingestão excessiva desses ácidos gordos ómega-3.
Os ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa (n-3 LCPUFA), como o ácido eicosapentaenóico (EPA), o ácido docohexaenóico (DHA) e o ácido docosapentaenóico (DPA) desempenham um papel importante no crescimento e desenvolvimento cerebral, na regulação da pressão arterial, na função renal, na coagulação e nas reações imunológicas e inflamatórias. Os n-3 LCPUFA podem ser encontrados em alimentos como o peixe e óleos de peixe, leite e algas marinhas cultivadas. Podem também ser adicionados aos alimentos ou consumidos sob a forma de suplementos alimentares.
A EFSA levou a cabo uma série de avaliação científica a alegações de saúde aplicadas à ingestão de n-3 LCPUFA. O painel NDA concluiu que é necessária uma ingestão diária de EPA e DHA em doses compreendidas entre as 2 e as 4g para obter os efeitos alegados como a manutenção da pressão arterial e a trigliceridemia, e uma ingestão de 250 mg por dia para a manutenção de uma normal função cardíaca. No seu trabalho sobre os valores de referência o painel concluiu que 250 mg por dia é a ingestão adequada para a manutenção da saúde cardiovascular geral para adultos saudáveis e crianças.
Na sequência da manifestação da preocupação por parte de alguns Estados-membros sobre os possíveis efeitos adversos associados ao consumo excessivo de n-3 LCPUFA, a Comissão Europeia solicitou à EFSA parecer sobre os limites máximos toleráveis para estas substâncias. O painel concluiu que os dados disponíveis não são suficientes para o estabelecimento de tais limites para qualquer grupo da população.
No entanto o painel sublinhou que as ingestões de n-3 LCPUFA em teores obtidos por fontes alimentares não estão associadas a efeitos adversos em adultos saudáveis e crianças. Concluiu-se que ingestões de suplementares de EPA e DHA em doses de até 5g por dia não constituem um problema de segurança para adultos. Refere-se especificamente o não aumento do risco de efeitos adversos como episódios hemorrágicos, alteração dos níveis de glicemia ou diminuição da função imunitária.
As ingestões verificadas a partir de alimentos e suplementos alimentares nas populações da UE encontram-se geralmente abaixo das 5g por dia. Os adultos consomem em média até 400 a 500mg de n-3 LCPUFA por dia através dos alimentos e as crianças até cerca de 320 mg por dia. Entre os consumidores com as ingestões mais elevadas de n3-LCPUFA, decorrentes da ingestão de peixes gordos ou suplementos alimentares) os níveis podem subir para 2700mg por dia para adultos e 1700mg por dia para crianças.
Para mais informações consultar o site da EFSA em:
http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/120727.htm

















