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    O LSA dá formação em 'Análise de azeite, avaliação de conformidade e indício de fraude'

    O LSA dá formação em “Análise de azeite, avaliação de conformidade e indício de fraude”

     

    O LSA dá formação em


    Em 2015, deram entrada no LSA para análise 163 amostras de azeite oriundas quer de processos inspetivos quer do Plano Nacional de Colheita de Amostras (PNCA).


    O Laboratório de Físico-Química (LFQ) analisou as 163 amostras das categorias “azeite”, “azeite virgem” e “azeite virgem extra”. Destas amostras, 36% estavam em incumprimento face ao Regulamento (CEE) nº 2568/91 e suas alterações. As não conformidades encontradas foram de duas naturezas: categoria indevidamente atribuída ou adulteração do produto com adição de óleos.


    Complementarmente à análise físico-química as 91 amostras das categorias “azeite virgem” e “azeite virgem extra” foram também analisadas sensorialmente pelo Painel de Provadores de Azeite Virgem do Laboratório de Bebidas e Produtos Vitivinícolas (LBPV) tendo-se observado uma taxa de incumprimento, em relação à categoria declarada, de 62%.


    Face a estas evidências, o LSA, considerou relevante propor uma ação de formação com vista a dotar os inspetores de uma visão de maior proximidade com os processos analíticos (físico-químico e sensorial) e acentuar as “mais valias” que podem retirar deste conhecimento, potencializando assim o alcance do trabalho inspetivo.


    A primeira edição desta formação decorreu em maio e contou com a presença de 11 inspetores vindos das três direções regionais da ASAE. Nesta formação reviu-se o enquadramento do género alimentício “Azeite”, nas suas várias categorias, de acordo com o Regulamento (CEE) nº 2568/91  e suas alterações e sensibilizou-se para a complementaridade da avaliação físico-química e sensorial. Foi também sinalizada a importância de reportar o tipo de suspeita, sempre que conhecida, uma vez que essa informação é relevante na otimização no protocolo de análise físico-química a implementar.


    A formação decorreu em sala e também com visita aos laboratórios onde os inspetores puderam acompanhar uma avaliação sensorial de amostras de azeite virgem e observar as preparações de amostras para as análises físico-químicas bem como a obtenção de alguns resultados analíticos.


    Do relatório de execução desta formação destacam-se o forte empenho e motivação do grupo de formandos e o bom domínio dos assuntos pelos formadores bem como o seu bom relacionamento com os participantes. Foi ainda apontada como melhoria desejada a inclusão do tema da rotulagem e um maior período de tempo para o decorrer da ação.


    Tendo em conta os bons resultados obtidos decorrerá já em outubro uma nova edição deste módulo formativo, para que a que um maior número de elementos da inspeção possa beneficiar desta visão de proximidade com os processos de controlo analítico de azeites.

     


    ASAEnews nº 100 - agosto 2016

     
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