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Eurobarómetro 2022 sobre Segurança Alimentar na UE


O Eurobarómetro de 2022 sobre Segurança Alimentar na UE é um Eurobarómetro Especial, publicado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que estuda o interesse dos europeus na segurança alimentar, a sua consciência geral sobre os temas de segurança alimentar, a perceção de risco, assim como o impacto das suas preocupações com a segurança alimentar  e como tal se reflete no comportamento dos consumidores.

Com base num total de 26509 entrevistas em toda a UE (das quais 1006 em Portugal), realizadas entre março e abril de 2022, apresenta-se um quadro evolutivo de como os europeus escolhem os alimentos, a sua consciência e preocupação com a segurança alimentar, e em quem confiam para obter informações sobre questões de segurança alimentar. Trata-se do quarto inquérito deste tipo desde 2005. 

De acordo com o estudo, o custo dos alimentos pesa hoje mais sobre os europeus do que há alguns anos atrás, tornando-se o principal fator a influenciar a compra dos alimentos, na ordem dos 54% na média ponderada para os 27 Estados Membros da União Europeia (UE27). Os inquiridos em Portugal (74%) e na Grécia e Letónia (ambos 70%) são os mais propensos a indicar o custo entre os fatores mais importantes na compra de alimentos. 

Logo a seguir ao custo, o fator considerado mais importante, e que afeta a decisão de compra, é o paladar dos alimentos (51% na UE27 e 66% em PT). Em 20 países, a percentagem de inquiridos que selecionam o paladar como factor-chave aumentou desde 2019, tendo o maior aumento sido registado em Portugal (+19 pontos percentuais).

Após o custo e o paladar, a segurança alimentar é também relatada como um dos principais fatores que influenciam as decisões de compra de alimentos dos europeus. Embora estes fatores sejam de natureza diferente, parece que a interação do poder de compra, as preferências pessoais e a necessidade de garantir que o que comemos é seguro determina as escolhas alimentares da maioria dos consumidores na UE.

Quando questionados sobre as razões que os podem levar a não prestar atenção à informação sobre a segurança alimentar, a maioria dos europeus diz que toma como certo que os alimentos vendidos são seguros. As proporções mais elevadas que o indicam são observadas na Suécia (63%), Finlândia (59%) e Portugal (58%), enquanto as mais baixas são registadas em França (28%), Grécia (30%) e Roménia (31%).

Os resultados mostram que quase quatro em cada dez europeus têm uma consciência elevada ou muito elevada dos tópicos relacionados com a segurança alimentar abrangidos pelo inquérito. Em particular, resíduos de pesticidas nos alimentos; resíduos de antibióticos, hormonas ou esteróides na carne; aditivos como corantes; conservantes ou aromatizantes utilizados em alimentos ou bebidas encabeçam a lista de preocupações entre os inquiridos que já ouviram falar de pelo menos um item. Para além destas perceções de riscos químicos, os cidadãos estão preocupados com as intoxicações alimentares e doenças encontradas nos animais, e estes completam a lista dos cinco itens mais frequentemente selecionados. 

Os tópicos de segurança alimentar considerados mais preocupantes pelos portugueses são as doenças encontradas em animais, por exemplo que afetam o gado ou os seres humanos (57%) e intoxicação alimentar de comida ou bebida por contaminação de bactérias, vírus e parasitas (56%). Considerados menos preocupantes são os tópicos relacionados com o bem‐estar dos animais de criação, por exemplo durante o transporte (15%) e microplásticos encontrados em alimentos (17%).

O Diretor Executivo da EFSA, Bernhard Url, afirmou: "Muito aconteceu desde o nosso último inquérito em 2019, nomeadamente uma pandemia global e o desencadear de uma guerra na Europa. Tais acontecimentos têm consequências dramáticas e, sem surpresa, vemos que para muitos europeus um aumento do custo de vida está a afetar as suas escolhas alimentares mais do que antes”.

Afirmou também que "Por outro lado, a segurança alimentar continua a ser importante para muitos cidadãos da UE e é encorajador ver que quase metade deles se preocupa em comer de forma saudável tanto quanto se preocupa com os riscos alimentares".

O Eurobarómetro 2022 mostra que os médicos de clínica geral e médicos especialistas foram identificados como a fonte de informação mais confiável sobre riscos alimentares (89% na UE27 e 96% em PT), com elevados níveis de confiança também registados para cientistas que trabalham numa universidade ou num organismo de investigação financiado pelo Estado (82% na UE27 e 90% em PT), organizações de consumidores (82% na UE27 e 83% em PT), agricultores e produtores primários (74% na UE27 e 87% em PT), ONG na área do ambiente/saúde (70% na UE27 e 85% em PT), instituições da UE e autoridades nacionais (66% na UE27 e 86% em PT). A confiança em geral melhorou desde 2019 para a maioria das fontes testadas no inquérito.

Este último retrato das opiniões dos cidadãos surge quando o sistema de segurança alimentar da UE, a EFSA e os organismos de segurança alimentar de vários Estados-Membros fazem 20 anos. O sistema de segurança alimentar da UE foi criado em 2002 para dar uma base científica reforçada à segurança alimentar na Europa, regras harmonizadas, e para impulsionar a cooperação em todo o continente.

Eurobarómetro 2022 sobre Segurança Alimentar na UE


ASAEnews nº 127 - novembro 2022



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